Preservação

A Mata Atlântica no Parque do Zizo encontra-se em avançado estado de conservação. Aqui não há espécies introduzidas nem animais domésticos ou outro impacto humano. É a floresta em seu mais puro estado de conservação.

Acesso

O acesso ao Parque do Zizo é fácil e qualquer carro chega até nosso estacionamento, a 700mts da pousada.
Veja como chegar.

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Uma das atividades principais na reserva é a observação de aves, que vem ganhando muitos adeptos no Brasil e no mundo a cada ano. Clique abaixo para ver nossa lista de aves já registradas na reserva. Vale lembrar que essa lista não conta as espécies antes de chegar no Parque, em áreas mais abertas. A lista está organizada pelo site Táxeus, lá é possível fazer o download em PDF ou XLS, ou ainda imprimir a lista.

Lista de Aves do Parque do Zizo

Por estarmos localizados em uma área de Mata Atlântica muito preservada e extensa, já encontramos aqui diversas espécies de grande interesse ornitológico. Abaixo listamos algumas delas:

Macuco (Tinamus solitarius)
Grande tinamídeo que vive solitário no solo da floresta, onde captura insetos e frutinhas. Já foi muito caçado no passado e hoje encontra-se extinto em muitos locais. Aqui no Zizo são comuns, embora isso não signifique que sejam fáceis de ver, pois são de difícil observação. Com um pouco de sorte pode-se ver um andando ao longo da trilha.

BirdLife Status: NT – Ameaça iminente
Gavião-de-penacho (Spizaetus ornatus)
Espetacular gavião que vive nas copas de extensas florestas primárias, onde caça aves grandes e mamíferos. Devido à sua grande área de ocorrência a espécie não encontra-se ameaçada, embora estejam sim ameaçados localmente na Mata Atlântica, onde estão extintos em muitos locais, pois necessitam de grandes áreas de floresta preservada.

BirdLife Status: LC – Pouco preocupante
Pararu-espelho (Claravis godefrida)
Essa pombinha pode ser considerada uma das aves mais raras do mundo, e está criticamente ameaçada de extinção, certamente já extinta em muitos locais. Foi observada durante alguns dias em 2007, durante forte frutificação do bambu, ao qual a espécie é muito associada. Muito pouco se sabe sobre a espécie e nem quantos indivíduos restam, mas estima-se menos de 250! São encontradas em florestas úmidas em regiões de terreno acidentado, normalmente forrageando no solo.

BirdLife Status: CR – Criticamente ameaçada
Socó-boi-escuro (Tigrisoma fasciatum)
Ave naturalmente rara. Habita riachos encachoeirados dentro de florestas, tendo sido visto algumas vezes no Rio Ouro Fino, onde espreita peixinhos e camarões nas pedras no meio do rio. Muito arisco, afasta-se ao menor sinal de perigo.

BirdLife Status: LC – Pouco preocupante
Jacutinga (Pipile jacutinga)
Espécie em extinção devido à perda de hábitat, mas principalmente à caça e o corte seletivo de uma de suas principais fontes de alimento, o palmito-juçara. Infelizmente a espécie já foi extinta em muitos locais que era comum antes, especialmente mais ao norte, como no RJ. A boa notícia é que aqui no Zizo podem ser vistas com certa frequência. São bem grandes e inconfundíveis devido à grande marca branca nas asas. Costumam se locomover em pares ou grupos pequenos pelas copas das árvores. No entanto, em ocasiões especiais, podem agrupar-se em cerca de 10 aves ou mais.

BirdLife Status: EN – Ameaçada
Sabiá-cica (Triclaria malachitacea)
Pscitacídeo endêmico da Mata Atlântica e considerado raro. Tem esse nome por possuir uma vocalização meio assobiada, remotamente lembrando um sabiá, embora não tenham nenhuma relaçao com estes. Costumam forragear em grupos pequenos, nas árvores ou mesmo em arbustos baixos.

BirdLife Status: NT – Ameaça iminente
Caburé-acanelado (Aegolius harrisii)
Uma das corujas mais raras da América do Sul, com biologia e área de ocorrência pouco conhecidas. Habita uma variedade de ambientes mas nessa região parece preferir bordas de matas úmidas. Pequena e estritamente noturna, provavelmente se alimenta de insetos, répteis, etc. Foi vista na clareira da pousada por alguns dias em Maio de 2008.

BirdLife Status: LC – Pouco preocupante

Pica-pau-de-cara-canela (Dryocopus galeatus)
Esse pica-pau é endêmico dessa região da Mata Atlântica. São raros e ariscos, pouco conhecidos. Habitam o interior de florestas úmidas.

BirdLife Status: VU – Vulnerável

Arapaçu-de-bico-torto (Campylorhamphus falcularius)
Arapaçu endêmico da Mata Atlântica, com enorme bico curvado, ferramenta ideal para procurar alimento dentro de bromélias, aglomerados de folhas mortas ou buracos em cascas de árvores.

BirdLife Status: LC – Pouco preocupante

Trepador-sobrancelha (Cichlocolaptes leucophrus)
Ave incomum que habita os estratos médios ou altos da floresta, frequentemente seguindo bandos mistos. É endêmico da Mata Atlântica e do Brasil.

BirdLife Status: LC – Pouco preocupante

Papo-branco (Biatas nigropectus)
Ave rara e endêmica. São totalmente associados a praticamente uma única espécie de bambu nativo, o taquaruçu, quase nunca encontrados em outro tipo de ambiente.

BirdLife Status: VU – Vulnerável

Choquinha-pequena (Myrmotherula minor)
Outro thamnophilídeo raro e endêmico do Brasil. São bem pequenos e costumam seguir bandos mistos ou formigas-correição pelo sub-bosque de floresta alta, quase sempre próximo a riachos.

BirdLife Status: VU – Vulnerável

No inverno principalmente o nosso comedouro ao lado da pousada é visitado por uma grande quantidade e variedade de aves, como:

– Tietinga (Cissopis leverianus)
– Saíra-militar (Tangara cyanocephala)
– Saíra-sete-cores (Tangara seledon)
– Sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca)
– Sanhaço-de-encontro-azul (Thraupis cyanoptera)
– Sanhaço-de-encontro-amarelo (Thraupis ornata)
– Sanhaço-do-coqueiro (Thraupis palmarum)
– Catirumbava (Orthogonys chloricterus)
– Tiê-preto (Tachyphonus coronatus)
– Saí-azul (Dacnis cayana)
– Tiê-de-topete (Trichothraupis melanops)
– Guaxe (Cacicus haemorrhous)
– Sabiá-coleira (Turdus albicollis)
– Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris)
– Benedito-de-testa-amarela (Melanerpes flavifrons)
– Pica-pau-de-cabeça-amarela (Celeus flavescens)